- Review Exclusiva -Star Wars Battlefront: Elite SquadronQuem quer ser um Clone Trooper?
Se há fórmula de sucesso no mundo de Star Wars, essa é a "fórmula
Battlefront”. Cada lançamento é um imediato sucesso, seja na plataforma PC ou em consolas.
Já no passado, Battlefront sofreu uma adaptação para consolas portáteis com
“Battelfront: Renegade Squadron” a tornar-se um enorme sucesso na plataforma
Playstation Portable (PSP).
Agora, a
PSP (e
Nintendo DS) recebe novamente uma versão portátil da série
Best-Seller com… resultados mistos.

Certamente recordam os muitos rumores e estórias paralelas em volta de um potencial
Battlefront III que colocou toda a gente em alvoroço. Acontece que depois de tantas mini-revelações, tudo não passou de um tremendo
hype que resultou em mais uma versão
“light” do que foi outrora o Jogo do Ano.
A
Rebellion Studios pegou em
Battlefront e voltou a proporcionar acção na terceira pessoa com as mais diversas personagens militares e heróicas da Saga com
Star Wars - Battlefront: Elite Squadron.Mas, como já dissemos, entre algumas novidades, há momentos e situações que não são bem conseguidas, o que nos levam aos tais resultados mistos.
Vamos analisar em exclusivo a versão
Playstation Portable, salvaguardando algumas diferenças de interface com a versão Nintendo DS que infelizmente não tivemos acesso.
A Campanha de Elite Squadron

No auge das Clone Wars e com imensos soldados Clone a saírem das linhas de produção, torna-se necessário à Republica criar uma fórmula que permita treinar os soldados com a supervisão dos Jedi. Daí, surge um projecto de clonar dois Soldados especiais para treinar os novos soldados.
X1 e
X2 são os dois heróis deste jogo, irmãos de sangue e de intelecto, criados para treinar as demais tropas da República. Assumimos o controlo de X2, cujo irmão mais velho X1 assume sempre como inexperiente com uma atitude paternal que chega a roçar a humilhação.
Enquanto treina e participa e mais batalhas, X2 apercebe-se que a “sua” República está a declinar em valores e é então que surge uma reviravolta sem precedentes. Com a instrução da Ordem 66, X2 perde o crédito que tinha colocado no exército Clone, agora ao serviço de um Império implacável e desumano.
A sua carreira acaba por passar pela Aliança Rebelde onde coloca a sua experiência em batalha ao serviço dos heróis da Aliança como Luke Skywalker, entre outros.
Mas como se não bastasse ter todo o Império a opor-se, o seu próprio sangue, o seu irmão X1 também jurou vingança ao seu irmão e persegue-o

Em termos de cânone,
Elite Squadron (ES) não acrescenta nada à Saga nem contradiz. É apenas uma estória paralela. Enquanto os heróis da Galáxia prosseguem com os eventos dos filmes e demais história,
ES coloca-nos em missões paralelas que não interferem directamente nos grandes eventos.
Eventualmente, podemos encontrar algumas falhas aqui e ali em termos de continuidade, mas nada de preocupante. Embora transitemos entre Republica e Aliança Rebelde, no modo campanha não temos hipótese de escolher o lado que decidimos defender.
Além do modo de campanha, encontramos mais três modos de jogo:
Galactic Conquest, é um clássico na séria Battlefront. Um modo de combate tipo Risco em que conquistamos ou perdemos sistemas inteiros com o objectivo de subjugarmos os nossos adversários e conquistar a totalidade da Galáxia. Tudo em combates no Espaço, Dentro de naves capitais e no solo tal como no modo de Campanha. Já neste modo podemos escolher entre as 3 eras disponíveis e optar entre República ou CIS e Império ou Rebeldes.

Em
Instant Action, somos de imediato colocados de forma aleatória no terreno em qualquer batalha e/ou facção sem perder tempo a escolher. Uma forma de entrar de imediato na acção sem passar por briefings nem preliminares.
Já o modo
Multiplayer permite-nos jogar com os nossos amigos em modo Ad-hoc ou por infra-estrutura para partilharmos jogos, segundo o manual até 4 jogadores. Infelizmente, por mais que tentássemos, nunca conseguimos jogar online e por isso mesmo, este modo de jogo fica por analisar.
Um combate nas mãos

Quem jogou o primeiro Battlefront portátil,
Renegade Squadron, logo sentiu vastas diferenças com a série clássica para PC, Xbox e Playstation 2. Os controlos não evoluíram muito, desde esse primeiro jogo, dir-se-ia até que regrediram um pouco.
O controlo analógico passou a controlar a personagem num plano estritamente horizontal sem possibilidade de subir ou descer a mira, obrigando a usar um sistema pouco eficaz de auto-mira que dá uma certa dose de facilidade. Mas ao mesmo tempo a ausência de um controlo de posição só da mira, movimentado a personagem em si para enfrentar inimigos, frustra um pouco, mesmo com algumas horas de prática, não é possível jogar sem volta-e-meia ficar virado para a parede.
Mesmo assim, a facilidade de utilização é assegurada com um conjunto de botões fáceis de decorar e simples de recorrer.

Como as anteriores versões, a câmara é colocada acima do jogador, permitindo uma ampla visão sobre to campo de batalha, tanto a pé, como em naves ou veículos. Isto permite apreciar as animações das personagens e objectos ao mesmo tempo que o tal sistema de auto-mira nos liberta da obrigação de mirar. Mesmo assim, podemos fazer mira de precisão com um simples carregar de botão, mas isso também nos obriga a ficar totalmente imóveis e alvos fáceis. Exactamente o mesmo acontece com os veículos, tornando-se completamente prescindível a utilização deste modo.
Já no espaço, o combate é mais próximo do que estamos habituados, aqui tomando proveito do controlo analógico para pilotar a nave.

Entretanto, o que é verdadeiramente novidade e que se torna um factor muito interessante de diversão é a fluidez entre campos de batalha.
Já não é preciso mudar de jogo para transitar entre combate no espaço e no solo. Agora, com uma simpática e inteligente transição de segundos, podemos dentro da mesma missão combater no solo, entrar numa nave e bombardear os inimigos e depois subir além da atmosfera para atacar as naves. Enquanto lá estamos, nada como entrar na nave inimiga para a sabotar. Tudo na mesma sessão e sem interrupções além da já mencionada transição animada.
No meio disto tudo, ainda é possível usar canhões ar-terra ou terra-ar para alvejar alvos no chão desde o espaço e vice-versa respectivamente, para fazermos a diferença em todo o combate. Esta é, aliás uma das características mais interessantes do jogo: sentirmos que a nossa intervenção é que vira o curso da batalha!

De resto, ES não inova, nem surpreende minimamente. É um jogo que desaponta depois de horas a jogar com comandos normais e teclado e rato. Podíamos falar das limitações da consola portátil da Sony em termos de disponibilidade de botões e controlos, mas outros jogos como
Resistance: Retribuition e outros conseguem utilizar todos os botões de forma inteligente de modo a conseguirmos jogar com controlo de movimentos e visão ao mesmo tempo. Este jogo foi mal concebido em termos de interacção com momentos muito frustrantes…
Uma Galáxia visualmente… Portátil.

Graficamente, não se pode pedir mais de um jogo portátil. Os gráficos tiram pleno proveito da limitada capacidade da
Playstation Portable com alguns efeitos bem conseguidos ao nível de lasers, explosões e outros pormenores.
As texturas de terreno e objectos são optimizadas para proporcionar uma melhor performance, sobretudo em jogos multiplayer onde muitos objectos não são problema para o pequeno processador gráfico da
PSP.

Já as texturas e animações dos bonecos estão muito bem feitas e repletas de pequenos detalhes como o atingir de projecteis a desencadear quedas aparatosas ou simplesmente cómicas como no caso dos Battledroids. O detalhe está muito bem conseguido para a limitação imposta, pelo que se nota um enorme cuidado em detalhar as principais personagens por parte da Rebellion.
Claro que a já mencionada câmara estraga tudo. Além da auto-mira seleccionar alvos aleatórios, não necessariamente os mais próximos ou mais perigosos, sem capacidade de escolha, ainda temos de lutar por virar o boneco completamente de modo a olharmos para os alvos e só depois seleccionarmos com a tal auto-mira (gatilho direito). Esse processo pode ser atenuado por andarmos lateralmente (gatilho esquerdo) enfrentando uma orientação mas também aí surgem problemas, já que alguns alvos estão acima da linha de visão e requer alguma perícia para a auto-mira os encontrar.

Entre cada missão, pedaços dos filmes fazem de introdução à acção, competentemente editados com uma voz off que vos lembra dos pontos de interesse de cada missão assim como os objectivos primários de cada batalha. Se bem que por vezes aparecem cenas inusitadas somente aproveitando pequenas cenas para, desculpem a expressão, "encher a sala". Depois é o enorme contraste entre estas cenas e o restante do jogo, muito longe da qualidade visual dos filmes, como é óbvio...

No campo de interface de menu, regressam os míticos efeitos sonoros e visuais que nos acompanham desde há sensivelmente 5 anos. É um menu simples e sóbrio que permite definir algumas configurações de jogo, escolher os modos respectivos e a já costumeira personalização de personagens no modo de carreira. Nada a assinalar, simples de navegar e intuitivo.
A sonoridade galáctica

Quando a versão de demonstração foi disponibilizada na
Playstation Store tivemos um susto. Quem a jogou podia reparar que a fanfarra inicial e tema principal de Star Wars era tocada umas notas abaixo e desafinada. Parecia que a
Rebellion tinha descorado esta importante componente do jogo.
Felizmente, porém, a versão final corrigiu este erro crasso com uma adaptação feliz da banda sonora original tal como os primeiros Battlefront já o haviam feito.
Em termos de efeitos e ambiente o jogo está irrepreensível com todos os ruídos característicos da Saga, desde o mítico uivo do
Tie Fighter ao inconfundível disparo dos
blasters.
Apenas algumas quebras pontuais e transições por vezes quebram o ritmo, mas isto é já característico da consola portátil da Sony.
Deliberação do Jedi Council

Não é propriamente uma sequela da série Battlefront. É mais uma campanha paralela que pega no que Battlefront tem de melhor e explora o melhor que consegue as consolas portáteis. Não se pode dizer que é um grande jogo, mas também não será este o objectivo de Elite Squadron. Apenas pretende continuar o ritmo deixado por Renegade Squadron, embora quanto a nós um pouco aquém, com a portabilidade de um jogo com uma forma componente de distracção e divertimento. Por isso, valeu a pena a espera… mas não percam a esperança de termos um novo Battlefront digno desse título em breve...
O que mais gostámos:- Variante entre combate a pé e veículos muito mais fluida
- Capacidade de transitar entre chão e órbita facilmente e de forma fluida
- Personalização da Personagem em modo carreira
- 3 Actos com muitas horas de jogo... portátil!
O que menos gostámos:- Câmara de jogo deplorável
- Comandos que requerem demasiada paciência para dominar
- Não adianta nada de novo aos Battlefront
Avaliação : 7/10
Review Exclusiva - Undercity Portugal 2009
Esta review foi elaborada com a colaboração da distribuidora em Portugal do jogo, a Ecofilmes a quem agradecemos.
Review multi-plataforma elaborada em conjunto por:
Ivo Pereira (Hivvu) & João Pinto (En Ghedi)
Todas as imagens correspondem à versão PSP.